“Não é não! No Carnaval e na folia, respeito é a fantasia!”. Os versos integram a campanha que está sendo veiculada na TRT FM e rádios parceiras. A iniciativa alerta e sensibiliza a população para os casos de importunação sexual e violência contra mulheres durante a maior festa popular do país.
Ouça o spot com foliões
Ouça o jingle
O spot e o jingle foram criados pela Ouvidoria da Mulher em parceria com a Coordenadoria de Comunicação Social do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT), e se somam às ações desenvolvidas pela Rede de Enfrentamento da Violência Doméstica e de Gênero. O TRT mato-grossense integra a rede juntamente com o Governo do Estado, outros órgãos públicos e instituições da sociedade civil organizada.
Segundo a ouvidora da mulher do Tribunal, desembargadora Eliney Veloso, a campanha reafirma o compromisso essencial com a proteção da dignidade da mulher. “A mensagem da marchinha é clara e necessária: o respeito deve existir em todas as situações, inclusive no Carnaval. A alegria da festa não pode servir de pretexto para comportamentos abusivos ou violentos”, afirma.
A magistrada destaca a importância de ações educativas no enfrentamento à violência contra a mulher. “O enfrentamento à violência contra a mulher não se faz apenas com repressão. Ele começa com informação, conscientização e mudança cultural. Muitas formas de violência, especialmente a psicológica e a sexual, ainda são invisibilizadas ou naturalizadas”, pontua.
Denúncias
Criada em 2022, a Ouvidoria da Mulher da Justiça do Trabalho mato-grossense é um espaço para o recebimento de denúncias de violência doméstica, de forma sigilosa, com posterior encaminhamento aos órgãos competentes, como a Delegacia da Mulher.
A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 14h30, no complexo-sede do TRT/MT, em Cuiabá. “Nosso papel é acolher, orientar e fortalecer o acesso à Justiça, contribuindo para que as mulheres rompam o ciclo da violência, inclusive no ambiente de trabalho, onde muitas situações ainda permanecem invisibilizadas”, explica a ouvidora.
(Comunicação Social – TRT/MT)