Advogado Previdenciário

TRT Entrevista: presidente do TRT/MT fala sobre combate ao assédio e à discriminação

O assédio e a discriminação no ambiente de trabalho são problemas que afetam não apenas as vítimas, mas também a harmonia e a produtividade de toda a equipe. Combater essas práticas exige atenção a diversos aspectos, como a criação de um ambiente seguro e acolhedor, onde as pessoas se sintam fortalecidas para denunciar os abusos.

No Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT), esse compromisso é evidenciado por meio de iniciativas como o Programa de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e de todas as formas de Discriminação. Quem explica a iniciativa é a presidente do TRT, desembargadora Adenir Carruesco.

Confira os principais trechos da entrevista:

Quando falamos de assédio e discriminação no trabalho, quais os aspectos que merecem atenção para combater esses abusos?
Penso que o primeiro aspecto é proporcionar um ambiente onde as pessoas se sintam à vontade e fortalecidas para denunciar qualquer prática abusiva. Elas precisam ter certeza de que serão acolhidas e que o tema será tratado adequadamente.

O TRT mato-grossense tem iniciativas para enfrentar o assédio e a discriminação?
Sim, aqui no Tribunal temos a Resolução Administrativa 630/2024, que formalizou o Programa de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e de todas as formas de Discriminação.
O programa é um marco que reafirma nosso compromisso com um ambiente seguro e inclusivo, abrangendo magistrados, servidores, estagiários e colaboradores terceirizados.

Dentre as diretrizes principais estão o respeito à dignidade humana e à diversidade; promoção de uma cultura organizacional pautada pelo respeito mútuo e a aplicação de medidas preventivas, como campanhas e treinamentos. Como ações práticas, destacamos a criação de canais de acolhimento e escuta ativa para as vítimas, a organização de atividades educativas, como a “Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação” e a promoção de práticas restaurativas.

Como o programa é implementado no dia a dia do Tribunal?

Contamos com diversos canais, como a Ouvidoria e pesquisas de satisfação, além de portas sempre abertas para ouvir os colaboradores. Oferecemos treinamentos contínuos e capacitação de gestores para garantir que práticas abusivas sejam identificadas e combatidas de forma eficaz.

Além desse programa, o que mais o Tribunal tem feito para combater o assédio e a discriminação?
Destaco outras ações, como capacitações contínuas, por meio da Escola Judicial, abordamos temas como saúde mental, respeito à diversidade e combate ao assédio e as políticas de inclusão e acessibilidade, promovemos equidade racial, inclusão de pessoas com deficiência e diversidade de gênero. Também há o monitoramento ativo, no qual os subcomitês acompanham a eficácia das ações do programa e propõem melhorias e a aproximação com a sociedade, por meio da qual a Ouvidoria acolhe denúncias com sigilo, oferecendo suporte às vítimas.

Quais têm sido os impactos dessas ações no Tribunal e na relação com a sociedade?
Dentro do Tribunal, percebemos pelos resultados das pesquisas de satisfação que estamos construindo um ambiente mais saudável e participativo. Isso tem contribuído para que as pessoas se sintam valorizadas e engajadas na nossa missão. Fora do Tribunal, nossas ações buscam combater práticas que diminuem a autoestima e a capacidade das pessoas de acreditarem nelas mesmas. Assédio e discriminação não só limitam as oportunidades, mas tiram a visibilidade e o potencial dos indivíduos. É preciso promover um ambiente onde todos se sintam capazes e valorizados.

Qual mensagem a senhora gostaria de deixar?
Prevenir e enfrentar práticas nocivas fortalece não apenas nosso ambiente interno, mas a credibilidade da Justiça do Trabalho. Contamos com cada servidor, magistrado e cidadão para tornar esse compromisso uma realidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: TRT23-MT

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